Matérias de interesse


Datafolha confirma PoderData e mostra recorde de aprovação do governo

Poder 360

A aprovação do presidente Jair Bolsonaro está neste momento no patamar mais elevado desde que seu governo começou, em janeiro de 2019. O dado, já mostrado pelo PoderData, foi confirmado em pesquisa do Datafolha divulgada nesta 5ª feira (13.ago.2020).

De acordo com o levantamento, realizado de 11 a 12 de agosto, 37% dos brasileiros consideram o governo bom ou ótimo. Na pesquisa anterior, feita de 23 a 24 de junho, o percentual dos que aprovavam a gestão Bolsonaro era de 32%.

A proporção de brasileiros que desaprovam o atual governo caiu de 44% para 34% de uma pesquisa a outra. Os percentuais indicam que há empate técnico entre os grupos que aprovam e desaprovam Bolsonaro, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Tanto a aprovação recorde de Bolsonaro quanto o empate entre os 2 grupos já haviam sido apontados pelo PoderData. A divisão de estudos estatísticos do Poder360, que monitora a avaliação do trabalho do presidente e outras questões de interesse público a cada 15 dias, mostra que 45% aprovam e 45% desaprovam o governo.

A pesquisa Datafolha foi realizada por telefone, com 2.065 pessoas. O último levantamento PoderData, feito de 3 a 5 de agosto, ouviu 2.500 brasileiros, também por telefone. Leia mais sobre as metodologias adotadas no fim deste texto.

AUXÍLIO EMERGENCIAL

A pesquisa divulgada pelo Datafolha também confirma o melhor desempenho de Bolsonaro junto aos beneficiários do auxílio emergencial pago pelo governo durante a pandemia.

Nesse grupo, são 42% os que classificam o trabalho de Bolsonaro como ótimo ou bom, de acordo com o Datafolha. É 6 pontos percentuais superior à taxa dos que disseram não receber o coronavoucher (36%).

A empresa de pesquisas mostra ainda que os percentuais de aprovação do governo são maiores entre os homens (42%), quem tem de 35 a 44 anos (45%) e moradores da região Sul (42%). E que a desaprovação de Bolsonaro é maior entre mulheres (39%), entre quem completou o ensino superior (47%), e entre quem ganha 10 salários mínimos ou mais (47%). Essa estratificação, mais uma vez, confirma o que constatou o PoderData.

METODOLOGIA

O Datafolha informou que sua pesquisa foi realizada por meio de ligações telefônicas apenas “para aparelhos celulares, utilizados por cerca de 90% da população”.

Segundo a empresa de pesquisas do jornal Folha de S.Paulo, as entrevistas são realizadas por telefone “por profissionais treinados”, que aplicaram “questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais”.

Foram entrevistados, diz o Datafolha, 2.065 adultos “que possuem telefone celular em todas as regiões e Estados, em 11 e 12 de agosto”. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No caso do PoderData, a pesquisa tem uma base mais ampla e é mais impessoal. Foram entrevistadas 2.500 pessoas de 3 a 5 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação.

A escolha dos números a serem contatados pelo PoderData é feita de maneira aleatória. Os dados coletados são depois ponderados considerando a localização de cada entrevistado, a idade, renda, escolaridade e idade. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Quando uma pesquisa utiliza uma base de telefones fixos e celulares (metodologia do PoderData) e não apenas celulares (Datafolha), a tendência é atingir uma parcela mais ampla da população.

PoderData adota uma metodologia completamente informatizada. O entrevistado interage com uma gravação e responde por meio de opções digitadas no teclado do telefone. Isso garante que todos os entrevistados ouçam as perguntas exatamente com a mesma entonação de voz –na realidade, a mesma voz.

Esse grau de impessoalidade não acontece quando entrevistadores humanos são recrutados para conduzir as perguntas –por mais treinados que sejam, a pessoa que responde sempre pode ser influenciada pelo viés da voz de quem aplica o questionário.


Azul tem prejuízo de R$ 2,9 bi no 2º trimestre

Poder 360

A companhia aérea Azul anunciou nesta 5ª feira (13.ago.2020) os resultados do 2º trimestre de 2020. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões no 2º trimestre de 2020, ante 1 lucro líquido de R$ 351,6 milhões no mesmo período em 2019. O resultado foi afetado pelas medidas de isolamento social por conta a pandemia de covid-19, atém do efeito cambial. Eis a íntegra (507KB).

O 2º trimestre de 2020 foi, sem dúvida, o mais desafiador da história da aviação”, disse o presidente da companhia, John Rodgerson, em comunicado.

Sem considerar ajustes cambiais, o prejuízo foi de R$ 1,5 bilhão no 2º trimestre, ante lucro líquido de R$ 110,1 milhões em 2019.

A receita líquida foi de R$402 milhões, uma redução de 85% em relação ao ano anterior, devido à queda brusca na demanda de viagens aéreas causa da pela pandemia.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 324,3 milhões. No 2º trimestre do ano anterior, era positivo em R$ 733,2 milhões.

Segundo Rodgerson, a empresa está preparada para atravessar a crise provocada pela pandemia, mesmo com as dificuldades do setor. “Acredito que nossa liquidez seja suficiente para nos ajudar durante esta crise desafiadora. Também estou confiante de que seremos capazes de acessar capital adicional, se e quando for necessário”, afirmou.

O presidente também informou que há avanços significativos no retorno da demanda. “Continuamos a reconstruir lentamente nossa malha, e de 70 voos em dias de pico operados em abril, esperamos operar mais de 400 em setembro”, disse.

A Azul disse que tem implementado com sucesso 1 Plano de Retomada para enfrentar a crise e preparar a companhia para o futuro. “Assumimos uma recuperação conservadora da demanda de aproximadamente 40% dos níveis pré-COVID no final de 2020. A recuperação da demanda tem evoluído de forma mais rápida do que o esperado, e as nossas projeções atuais indicam uma retomada em torno de 60% no final do ano”, afirmou, em nota.


Israel e Emirados Árabes assinam acordo de paz histórico

Poder 360

Israel e Emirados Árabes assinaram nesta 5ª feira (13.ago.2020) acordo de paz que normaliza as relações diplomática entre ambos os países, com intermédio dos Estados Unidos. Como parte do tratado, israelenses não poderão anexar áreas da Cisjordânia e devem reconhecer a soberania do território, segundo a Casa Branca.

Os Acordos de Abraham (ou Acordos de Abraão), como o documento deverá ser conhecido, foram realizados por telefone pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed Bin Zayed e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com o acordo, o republicano ganhou uma importante vitória diplomática e política a menos de 3 meses da disputa pela reeleição, marcada para 3 de novembro.

A Casa Branca diz que o conselheiro sênior do presidente, Jared Kushner, o embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, o enviado para o Oriente Médio, Avi Berkowitz, o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de segurança nacional do governo, Robert O’Brien, também participaram.

Ambos os países do Oriente Médio nunca estiveram em guerra. Os 2 pretendem assinar acordos de investimentos, turismo, voos diretos, segurança, telecomunicações, segundo comunicado oficial.


Envio da reforma administrativa depende de decisão de Bolsonaro, diz Mourão

Poder 360

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta 5ª feira (13.ago.2020) que o texto da reforma administrativa está pronto e que o envio do projeto ao Congresso Nacional depende de uma “decisão política” do presidente Jair Bolsonaro.

“A reforma está pronta. Ela está pronta desde o começo do ano. Compete ao presidente, por meio de uma decisão política, remetê-la ao Congresso. Acho que o Congresso está com boa vontade para receber essa reforma e trabalhar nela”, disse ao chegar ao Palácio do Planalto.

Em fevereiro, Bolsonaro sinalizou que apresentaria a proposta da reforma administrativa ao Congresso Nacional depois do Carnaval, o que não ocorreu. Em junho, afirmou que a o texto só seria enviado em 2021.

Na última 3ª feira (11.ago.2020), os secretários especiais Salim Mattar (Desestatização, Desinvestimento e Mercado) e Paulo Uebel (Desburocratização, Gestão e Governo Digital) deixaram a equipe econômica do governo. A demora no envio da reforma administrativa está entre os fatores que os levaram a pedir demissão.

Nesta 4ª feira (12.ago), o presidente se reuniu com ministros e congressistas. Ao lado dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu a manutenção do teto de gastos públicos –regra que limita o crescimento das despesas da União. Também reafirmou apoio à agenda de reformas econômicas.

Maia disse que a Câmara está “pronta” para discutir a reforma administrativa e refirmou o compromisso de todos os presentes com o teto de gastos públicos e com a boa qualidade dessas despesas. “A reforma administrativa, que eu espero que, assim que o presidente entender importante, a Câmara dos Deputados está pronta para debater, para discutir e para aprovar uma reforma que tem apenas 1 objetivo”.

Nesta 5ª feira (13.ago), ao ser indagado sobre se o Congresso poderia discutir de forma independente as reformas administrativa e tributária, Mourão disse que sim, mas, afirmou: “Tudo depende da vontade dos nossos parlamentares”.

Mourão também defendeu o teto de gastos. “Nosso governo não pode dar passos em falso e trazer de volta as consequências de 1 desequilíbrio grande, que são inflação, juros altos. A gente não pode dar margem a isso”, afirmou. Segundo o vice-presidente, ignorar o equilíbrio fiscal pode resultar na alta da inflação e dos juros.

Na 3ª feira (11.ago), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que se Bolsonaro “furar” o teto dos gastos se aproximará de uma “zona de impeachment”“Não haverá nenhum apoio do Ministério da Economia a furar o teto. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com o fura-teto”, disse.


Após quatro meses de queda, serviços voltam a crescer em Pernambuco (5,6%) e no Brasil (5%)

Jornal do Commercio

Após quatro meses consecutivos de queda, o setor de serviços, o principal da economia de Pernambuco, cresceu em junho, avançando 5,6% frente o mês anterior. De fevereiro a maio, o Estado vinha apresentando queda. Agora, pela segunda vez consecutiva, o desempenho pernambucano cou acima da média nacional, visto que o índice do Brasil registrou alta de 5%, também após quatro recuos. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando levado em consideração o mês de junho de 2019, a retração do setor em Pernambuco é de -22,9%, foi maior que a do Brasil, que cou -12,1%. No acumulado do ano, de janeiro a junho, o Estado registrou mais um recuo. O índice foi de -13,2%, superando o nacional, de -8,3%. Nos últimos 12 meses, Pernambuco acumula retração de -6,7%. No País, cujo PIB sofre forte inuência do setor, que tem participação acima de 60%, a redução foi de -3,3%.

Assim como nos meses anteriores, a queda no volume de serviços, de junho de 2019 para junho de 2020, foi acompanhada pelas cinco atividades pesquisadas. Entre elas, a que apresentou a maior queda foi a de serviços prestados às famílias, com redução de 69,0%. O segmento inclui 23 tipos de serviços, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas e atividades esportivas em geral.

Além do destaque para o recuo em serviços prestados às famílias, os serviços prossionais, administrativos e complementares tiveram perdas e caíram 21,4%. Já o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, por sua vez, teve retração de -15,8%, seguido outros serviços (-12,1%). Os serviços de informação e comunicação também registraram resultado negativo (-10,6%).

Com a exibilização do isolamento social, as atividades turísticas registraram alta em junho na comparação com maio. O crescimento é o segundo consecutivo do indicador desde o início da pandemia. Em Pernambuco, o índice de atividades turísticas ter alta de 4,2%, segundo o IBGE. No Brasil, o avanço do setor no mês de junho deste ano foi bem maior, 19,8%.

Quando confrontado com o mês de junho de 2019, o turismo de Pernambuco muda de cenário, amargando uma queda mais acentuada que a do Brasil: -69,4%, contra -58,6% no País

No acumulado do ano, as atividades turísticas no Brasil caíram -34,6% frente a igual período de 2019, pressionado pelos ramos de transporte aéreo, restaurantes, hotéis, rodoviário coletivo de passageiros e serviços de bufê. Segundo a PMS, as atividades turísticas em Pernambuco caíram -37,8% entre janeiro e junho deste ano. No Estado, a queda acumulada em 12 meses é de -19%. No Brasil, o resultado também cou negativo, -15,7%.

Todos os 12 estados que fazem parte da pesquisa tiveram índices positivos, mas Pernambuco foi o que apresentou a recuperação mais tímida, em contraste, por exemplo, com os indicadores alcançados por Santa Catarina (26,1%), Rio de Janeiro (23,7%) e Rio Grande do Sul (21,5%), as três unidades da federação com resultados acima da média nacional. Os dois estados do Nordeste que participam do levantamento, Bahia e Ceará, alcançaram, respectivamente, uma recuperação de 4,7%
e 13,2% em relação a maio.

Apesar do crescimento em junho, projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) apontam perdas acumuladas de R$ 4,4 bilhões no setor turístico de Pernambuco, desde março, quando a pandemia teve início. Em todo o país, a entidade estima que o setor tenha perdido cerca de R$ 153,8 bilhões. Somente em julho, o turismo deixou de faturar R$ 31,9 bilhões, após perder R$ 34,2 bilhões em junho, R$ 37,5 bilhões em maio, R$ 36,9 bilhões em abril e R$ 13,4 bilhões em março.

A confederação prevê também que a tendência é de que o faturamento real desse segmento encolha 32,1% neste ano, com perspectiva de volta ao nível pré-pandemia apenas no terceiro trimestre de 2023.


Plano de Convivência com a Covid-19 não avança em nenhuma macrorregião de Pernambuco esta semana

Folha de Pernambuco

Em Pernambuco, nenhuma macrorregião avança no convívio com a Covid-19 esta semana. Em coletiva realizada nesta quinta-feira (13), o secretário estadual de Saúde, André Longo anunciou que o não avanço é uma medida de cautela, visto que nas últimas semanas muitas mudanças foram incluídas no Plano de Convivência com a Covid-19 no Estado. Apenas Araripina e Ouricuri vão avançar da etapa 2, para qual haviam regredido, para a etapa 4 na próxima segunda-feira (17). 
 
Mantendo as posições anteriores, a Macrorregião I, que compreende a Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata, permanece na Etapa 7; as Macrorregiões 2 e 3 continuam na Etapa 6. A Macrorregião 4 está dividida: a 7ª Gerência Regional de Saúde, com sede em Salgueiro, e a 8ª Gerência Regional de Saúde, sediada em Petrolina, continuam na Etapa 5. Já as cidades pertencentes à 9ª Gerência Regional de Saúde permanecerão na Etapa 4, com exceção de Araripina e Ouricuri, municípios que seguem na Etapa 2 até o próximo dia 16 de agosto. “Apesar de dados epidemiologicos positivos nas ultimas semanas, diante dos avanços das decisões que tomamos nas semanas anteriores, o nosso comitê resolveu adotar cautela e, por isso, vamos observar por mais uma semana a evolução dos dados”, informou André Longo.

Longo salientou que os dados epidemiológicos da doença no Estado, são marcados por uma heterogeneidade que influencia na hora de tomar decisões sobre para quais etapas as macrorregiões devem evoluir. “Precisamos observar por mais uma semana os dados epidemiológicos da doença no Estado, que tem sido marcado por uma heterogeneidade. Temos ainda dados de avanço no Sertão e uma situação de mais controle na Região Metropolitana do Recife”, explicou. 

Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, esclareceu que o avanço na liberação de atividades econômicas é resultado de análise e estudo para saber qual o melhor momento para retomar cada atividade. “

“Estamos conseguindo gradualmente implantar algumas atividades econômicas, de acordo com o comportamento da pandemia em cada região do Estado. A gente compreende a ansiedade de todos aqueles que não puderam voltar, mas é essa forma gradual, analisando os dados diariamente e consolidando semanalmente, que tem permitido que a gente consiga fazer avanços. Precisamos ter, em alguns momentos, um pouco mais de cautela para que a gente tenha a segurança de estar sempre avançando e não ficar no efeito sanfona de ficar eventualmente abrindo e fechando, provavelmente perdendo o controle da contaminação”, explicou.

Pronampe: guia completo para solicitar; veja lista de bancos

DCI

Será liberado o crédito de R$ 12 bilhões para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) a partir deste sábado (15). A saber que, o montante anterior se esgotou em menos de um mês; era de R$ 15,9 bilhões. 

O programa foi criado durante a pandemia, pela Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020. Tem como objetivo amparar financeiramente os micro e pequenos negócios afetados pela crise, por meio da facilitação do acesso à empréstimos. 

Quem pode ter acesso ao crédito do Pronampe? 

Podem solicitar o crédito microempresas com faturamento de até R$ 360 mil no ano. Bem como, os donos de pequenos negócios com ganho de até  R$ 4,8 milhões no ano. Com declarações devidamente enviadas à Receita Federal. 

Além disso, o solicitante não pode demitir funcionários até 60 dias após o receber a última parcela do crédito. O repasse de informações mentirosas sobre a quantidade de empregados poderá implicar em vencimento antecipado do empréstimo. Empresas condenadas por trabalho infantil ou análogo à escravidão não poderão ser contempladas. 

O capital poderá ser utilizado para investimentos, como realização de reformas ou compra de máquinas e equipamentos. Da mesma forma, para despesas operacionais, como é o caso dos salários de funcionários, pagamento de contas e compra de mercadorias. 

Nota-se que a solicitação poderá ser feita até novembro, mas a expectativa é que o crédito se esgote antes. 

Inadimplência 

Nesse sentido, bancos podem negar empréstimos à empresas que considerarem com alto risco de inadimplência. Inclusive os negócios com cadastro negativo. Ao passo que, o objetivo do Pronampe é assumir a maior parte dos riscos. Cobrindo até 85% da inadimplência total. 

Esse comprometimento vem do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil. 

Condições do empréstimo

O prazo de carência para pagar o empréstimo é de oito meses. Os juros máximos cobrados serão a taxa Selic somado à 1,25% ao ano. A Selic está atualmente em 2%. Ademais, o empresário deverá pagar em até 36 meses. 

Quanto ao valor máximo que poderá ser solicitado, é o equivalente à 30% do faturamento do negócio em 2019. A Receita Federal do Brasil, órgão de administração de tributos, enviou comunicados aos micro e pequenos empresários informando o faturamento e limite de crédito para o negócio. 

Para visualizar esse comunicado, é necessário código de acesso ou certificado digital. Empresas cadastradas no Simples Nacional devem acessar seu site na parte de “Serviços”. Todavia, para quem não é optante desse regime tributário, é preciso entrar no portal do Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC) e clicar no item “Você tem novas mensagens”. A criação de um código pode ser feita nesses mesmos sites. 

Negócios com menos de um ano

Para os micro e pequenos empresários interessados em adquirir o empréstimo, mas que tenham menos de um ano de funcionamento as regras de limites são diferentes. O valor máximo será equivalente à 30% da média do faturamento mensal ou 50% do capital social. 

Como solicitar o empréstimo do Pronampe? 

Ademais, a solicitação do empréstimo pode ser feita de maneira totalmente online, ao acessar o site de uma das instituições bancárias que adereriram ao programa. 

No caso da Caixa Econômica Federal, é necessário acessar o Giro CAIXA PRONAMPE e clicar no botão laranja “Cadastrar-se”. Ao fazer isso, o usuário será redirecionado para outra página, na qual deverá efetuar um cadastro com dados da empresa. 

Então, a instituição bancária analisará as informações. E em caso de concessão do crédito, a Caixa entra em contato com o empresário e prossegue com o procedimento para a liberação do empréstimo, solicitando alguns documentos. 

Lista de bancos que aderiram ao Pronampe

Dez bancos estão operando os empréstimos do Pronampe, são eles: 

– Badesul (Agência de Fomento do Rio Grande do Sul) 
– Banco da Amazônia 
– Banco do Brasil 
– Bancoob (Banco Cooperativo Sistema Sicoob)
– Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul)
– BDMG  (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais)
– BNB (Banco do Nordeste do Brasil)
– Caixa Econômica Federal
– Itaú Unibanco 
– Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo)


Empresário industrial retoma confiança na economia em agosto

CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 57 pontos, em agosto, o que significa que a confiança voltou de forma disseminada. Esse patamar é alto, principalmente porque, em abril, o índice despencou e atingiu 34,5 pontos, no pior cenário em dez anos. Além disso, a média histórica do ICEI é de 53,4 pontos. Essa metodologia considera um intervalo de 0 a 100, sendo que todos os valores acima de 50 indicam confiança do empresário e abaixo sua falta de confiança.

A pesquisa foi realizada entre 3 e 7 de agosto e consultou 1.284 empresas, sendo 517 pequeno porte, 473 médio porte e 294 de grande porte. O ICEI é um indicador que antecede o desempenho industrial e sinaliza as mudanças de tendência da produção industrial, por isso seu resultado é tão importante. Antes da consolidação da retomada da atividade industrial, com investimentos e aumento de produção, é necessário o resgate da confiança. 

Melhora no ambiente de negócios e avanço de projetos importantes

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial, Carlos Abijaodi, os piores momentos da crise causada pela pandemia ficaram para trás, embora o empresário da indústria ainda perceba que a situação econômica é negativa, na comparação com os últimos seis meses.

“O Brasil precisa dessa confiança. Quando o empresário passa a acreditar que o futuro é mais promissor, ele transforma esse futuro de forma positiva. Do contrário, não sairíamos do fundo do poço. Há uma percepção de melhora no ambiente de negócios, pelo andamento da reforma tributária e uma demonstração do governo em reduzir o Custo Brasil”, diz Abijaodi. 

O diretor da CNI lembra ainda que projetos importantes avançaram no caminhando no Congresso como novo marco do saneamento, que vai universalizar o saneamento básico, foi aprovado, e o novo marco legal do gás natural tem caminhando bem na Câmara dos Deputados. “A linha, neste momento, está para construir e não descontruir, o que, para o setor privado, é bastante positivo”, explica.

Veja os detalhes do ICEI

Acesse a íntegra do ICEI na página de Estatísticas da CNI.


Problema em subestação deixa RMR às escuras

Diário de Pernambuco

Um blecaute deixou parte da Região Metropolitana do Recife às escuras por cerca de 40 minutos na noite de ontem. A falta de luz, que atingiu praticamente toda a capital e vários bairros de municípios vizinhos, foi causada por um problema na subestação Recife II da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, localizada em Jaboatão dos Guararapes. A falha, ocorrida às 22h18, gerou o desligamento das subestações Bongi e Joairam, localizadas no Recife; e Mirueira, em Paulista, interrompendo o fornecimento de energia.

“Imediatamente foram tomadas as providências para restabelecer o fornecimento de energia, tendo a normalização ocorrido às 22h58”, informou a Chesf, por nota oficial. Segundo a companhia, não houve danos materiais ao sistema. As equipes técnicas seguiam analisando a causa dos desligamentos até o fechamento desta edição.

No Twitter do Diario, intenautas relataram falta de luz em bairros como Boa Viagem, Pina, Setúbal, Afogados, Casa Forte, Cordeiro, Ipsep, Graças, Boa Vista e Espinheiro, na capital, além de Janga e Pau Amarelo, em Paulista, e Varadouro, em Olinda. Candeias e Piedade, dois dos mais populosos bairros de Jaboatão, foram poupados.

Em Casa Amarela, Zona Norte da capital, o retorno da energia foi saudado com aplausos, mas houve relatos de oscilações na rede elétrica e na conexão de internet, em toda a RMR, mesmo após o restabelecimento.


Brasil pede esclarecimentos à China sobre coronavírus detectado em frango

Poder 360

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou nota nesta 5ª feira (13.ago.2020) informando que não foi notificado oficialmente pela China sobre a “suposta detecção” do novo coronavírus em uma asa de frango importada do Brasil. O governo brasileiro procurou as autoridades chinesas na noite anterior (12.ago), quando a informação foi publicada.

A pasta solicita “informações oficiais que esclareçam as circunstâncias da suposta contaminação” e acrescenta que testes em outras amostras do mesmo lote tiveram resultado negativo para o patógeno.

O ministério ressalta ainda que a OMS (Organização Mundial da Saúde) descarta a transmissão de covid-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos congelados.

A informação foi salientada nesta 5ª pelo diretor de emergências da organização, Michael Ryan. Ele comentou o caso do frango brasileiro e disse que “não há evidências que os alimentos ou a cadeia alimentar participem da transmissão desse vírus”. O contágio, de acordo com a OMS, ocorre pelo contato direto com gotículas respiratórias ocasionadas pela tosse ou espirro de uma pessoa infectada.

ENTENDA O CASO

O governo chinês afirmou nesta 5ª que detectou a presença do novo coronavírus na superfície de uma asa de frango congelada importada do Brasil. O lote era destinado a cidade de Shenzhen, sul da China. O vírus foi encontrado depois de uma amostra ter sido enviada na 4ª feira (12.ago) para centros locais de controle de doenças.

As pessoas que tiveram contato com o material fizeram teste para covid-19. Os resultados foram negativos.

Em julho, autoridades chinesas encontraram rastros do coronavírus em pacotes de camarão do Equador.


Bolsonaro junta todos pelo limite de gastos

Alexandre Garcia


Receita da Tupy, em Joinville, cai 54% no segundo trimestre de 2020

NSC Total

As receitas da Tupy no segundo trimestre de 2020 atingiram R$ 644,9 milhões, queda de 54,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o EBITDA ajustado foi 0,4% negativo, ocasionado pela menor diluição de custos fixos decorrente da queda dos volumes. 

Já o resultado líquido foi um prejuízo de R$ 82,8 milhões, também como consequência da redução do resultado operacional. A explicação é a pandemia do novo Coronavírus e a consequente paralisação das atividades dos seus clientes ao redor do mundo.

Apesar dos efeitos da paralisação, a companhia encerrou o segundo trimestre com uma sólida posição de caixa, superior a R$ 1,2 bilhão.

— O plano que adotamos para enfrentar a crise gerada pela Covid-19 teve como objetivo preservar a saúde das pessoas e do negócio e manter os clientes abastecidos. Nossas ações preservaram a situação financeira favorável da Tupy, o caixa fortalecido e conduzimos múltiplas iniciativas de redução de custos que beneficiarão a empresa nos próximos trimestres. Redimensionamos toda a estrutura de custos, avançamos em projetos de eficiência, desligamos ativos ineficientes e ainda preservamos a nossa capacidade produtiva, com custos estruturalmente inferiores — explica o CEO Fernando de Rizzo.

O mês de julho foi marcado pelo aumento significativo dos volumes vendidos: crescimento de 68% em relação à média do segundo trimestre, com uma receita 15% inferior em comparação a julho de 2019. Além disso, neste mês, a Tupy apurou o retorno das margens aos patamares anteriores à crise.

Rizzo analisa: 

— Temos observado a recuperação de diversos indicadores econômicos que afetam a demanda por aplicações utilizadas em segmentos importantes para o nosso negócio, como veículos comerciais leves e máquinas agrícolas, que têm apresentado recuperação acima das expectativas.

O executivo ainda espera um novo ciclo favorável:

— Outros segmentos devem se beneficiar de um novo ciclo de crescimento entre 2020 e 2021, sendo que novos programas de estímulos governamentais e marcos regulatórios, como o do saneamento, devem acelerar esta recuperação. Não perdemos nenhum contrato durante a crise e estamos prontos para capturar novas oportunidades.

A Tupy tem fábricas em Joinville e em Mauá (SP), e no exterior nas cidades de Saltillo e Ramos Arizpe, no México. E tem escritórios comerciais em São Paulo, nos Estados Unidos e na Alemanha.


Receita da Tupy, em Joinville, cai 54% no segundo trimestre de 2020

NSC Total

As receitas da Tupy no segundo trimestre de 2020 atingiram R$ 644,9 milhões, queda de 54,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o EBITDA ajustado foi 0,4% negativo, ocasionado pela menor diluição de custos fixos decorrente da queda dos volumes. 

Já o resultado líquido foi um prejuízo de R$ 82,8 milhões, também como consequência da redução do resultado operacional. A explicação é a pandemia do novo Coronavírus e a consequente paralisação das atividades dos seus clientes ao redor do mundo.

Apesar dos efeitos da paralisação, a companhia encerrou o segundo trimestre com uma sólida posição de caixa, superior a R$ 1,2 bilhão.

— O plano que adotamos para enfrentar a crise gerada pela Covid-19 teve como objetivo preservar a saúde das pessoas e do negócio e manter os clientes abastecidos. Nossas ações preservaram a situação financeira favorável da Tupy, o caixa fortalecido e conduzimos múltiplas iniciativas de redução de custos que beneficiarão a empresa nos próximos trimestres. Redimensionamos toda a estrutura de custos, avançamos em projetos de eficiência, desligamos ativos ineficientes e ainda preservamos a nossa capacidade produtiva, com custos estruturalmente inferiores — explica o CEO Fernando de Rizzo.

O mês de julho foi marcado pelo aumento significativo dos volumes vendidos: crescimento de 68% em relação à média do segundo trimestre, com uma receita 15% inferior em comparação a julho de 2019. Além disso, neste mês, a Tupy apurou o retorno das margens aos patamares anteriores à crise.

Rizzo analisa: 

— Temos observado a recuperação de diversos indicadores econômicos que afetam a demanda por aplicações utilizadas em segmentos importantes para o nosso negócio, como veículos comerciais leves e máquinas agrícolas, que têm apresentado recuperação acima das expectativas.

O executivo ainda espera um novo ciclo favorável:

— Outros segmentos devem se beneficiar de um novo ciclo de crescimento entre 2020 e 2021, sendo que novos programas de estímulos governamentais e marcos regulatórios, como o do saneamento, devem acelerar esta recuperação. Não perdemos nenhum contrato durante a crise e estamos prontos para capturar novas oportunidades.

A Tupy tem fábricas em Joinville e em Mauá (SP), e no exterior nas cidades de Saltillo e Ramos Arizpe, no México. E tem escritórios comerciais em São Paulo, nos Estados Unidos e na Alemanha.


Siderúrgicas preparam novo reajuste para a tonelada do aço plano

Valor Econômico

As siderúrgicas brasileiras já preparam um novo reajuste no preço dos aços planos para o final de agosto e início de setembro, apurou o Valor.

A ArcelorMittal deverá ser a primeira a imprimir o aumento de 10%, que deve ocorrer a partir do dia 20 deste mês.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Usiminas devem também aplicar o reajuste de 10% mas o novo preço deve ser corrigido no primeiro dia de setembro.

Já a Gerdau, que já anunciou reajustes para agosto e setembro, deverá aumentar os preços para os aços planos em 11%.

Esse é o segundo aumento seguido dado pelas companhias. Em julho, todas reajustaram os preços em torno de 10%. A justificativa é o prêmio negativo com o produto importado em cerca de 10% e a volta da demanda por alguns setores da economia.